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A Nokia, marca do celular "indestrutível", começou fazendo papel

Papel, botas de borracha, pneus e cabos. A Nokia fez de tudo antes de apostar tudo nos telefones celulares, e virou a rainha dos celulares.

2 min de leitura · 26 de outubro de 2026
Um moinho de papel, uma bota de borracha e um telefone: as três vidas da Nokia.
Um moinho de papel, uma bota de borracha e um telefone: as três vidas da Nokia.Ilustração própria.

Traduzido do artigo original em espanhol. Ler em espanhol

A marca do celular "indestrutível"… começou fabricando papel. Muito antes do famoso jogo da cobrinha, a Nokia moía madeira à beira de um rio na Finlândia.

Um moinho junto às corredeiras

Finlândia, 1865. O engenheiro Fredrik Idestam abre um moinho junto a umas corredeiras, no sudoeste do país. Ali ele mói madeira para fazer pasta de papel.

Três anos depois abre outro moinho numa cidade chamada Nokia, às margens do rio de mesmo nome… e daí vem o nome da empresa.

Botas, cabos e pneus

Com o tempo, a empresa se une a duas fábricas vizinhas: uma de botas de borracha e outra de cabos. Em 1967 as três se fundem e nasce a Nokia moderna.

Durante anos, a Nokia fazia de tudo: papel, botas, pneus e cabos. Era uma grande empresa finlandesa, mas quase ninguém fora do país a conhecia.

Antes dos celulares, a Nokia fabricava papel, botas de borracha, pneus e cabos.

Os primeiros celulares

O caminho para os celulares começou em 1979, quando a Nokia criou com a fabricante de televisores Salora uma empresa conjunta chamada Mobira. Ela fabricava telefones para a nova rede de telefonia móvel dos países nórdicos, que começou a funcionar em 1981.

Aqueles primeiros telefones eram enormes. O Mobira Senator, um telefone de carro de 1982, pesava 9,8 quilos. Cinco anos depois, em 1987, chegou o Mobira Cityman, que já cabia na mão e pesava cerca de 800 gramas com a bateria.

O Cityman ficou famoso por causa de uma foto: o líder soviético Mikhail Gorbachev apareceu usando um em Helsinque. Desde então, na Finlândia muita gente o chamou de "o Gorba".

A grande aposta

Em 1992, Jorma Ollila virou o presidente da empresa. E a Nokia fez algo muito corajoso: apostou tudo nos celulares e foi deixando para trás seus outros negócios.

Deu certo. Nos anos 1990 e 2000, a Nokia se tornou a marca de celulares mais popular do planeta. Seus telefones tinham fama de aguentar quedas e de ter baterias que duravam dias. Seu modelo mais vendido passou de duzentos e cinquenta milhões de unidades.

O Mobira Senator de 1982 pesava 9,8 quilos; o Cityman de 1987, cerca de 800 gramas.

A lição da Nokia

A história da Nokia é a de uma empresa que soube mudar de negócio várias vezes. Passou do papel à borracha, da borracha aos cabos e dos cabos aos telefones.

Do papel… para milhões de bolsos.

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Fontes (em espanhol)

As fotos são do Wikimedia Commons com licença livre; o autor e a licença aparecem abaixo de cada imagem. As ilustrações são próprias. Não usamos logotipos das marcas.